futuro?

alguém bondoso, de alma dócil e uma pitada de empatia que me ajude a perceber de que forma se prepara um futuro de medo permanente?!

preocupada era eu, com tudo o que havia ainda longe, no horizonte do tempo que ainda não tinha vindo.

mas agora? Não consigo explicar. Não sei se esta é uma reacção particular ou se será algo generalizado.

a morte está sempre presente. Esteve sempre presente. Mas era esse o meu refúgio – o medo de não ter tempo para tudo empurrava-me para aventuras.

esta morte é extremamente atroz – não é um refúgio, é uma cilada. Um cobertor macio com esporas escondidas, escuro, que se abate e me espreme de vontades, faz sangrar, faz doer, faz sentir e deixar de sentir simultaneamente.

um dia talvez
volte a morte a ser o que era
uma perspectiva certa sem data marcada

não a figura da minha própria sombra

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