sombra

a grande maioria dos dias é passada nas sombras…
porque a luz alberga memórias e eu funciono melhor em cmyk

o andar na sombra é macio e delicado, momentos passados de olhos em soslaio
ao sol? mil espadas e sabres atacam, momentos de terror de olhos e mente cravados nas imagens
(nem RGB nem CMYK – são peças imateriais compostas por tons de variadas emoções).

braços puxam-me para o sol e eu recolho-me – fight, flight or freeze
don’t attack me I’ll bite back

tendo sempre a tendência de responder ao instinto de fight, deparo-me com a inércia do freeze nestas alturas…

e deixo de me saber.

freeze. freeze. freeze. freeze. fight. fight. freeze. freeze. fight. freeze. freeze. freeze.

24 horas das minhas são assim.

e porra, não sei o que mais fazer… não estava preparada, não sabia, não desconfiava!

logo eu, de longe a perceber o que se passa à distância
está visto que olhar para mim não resulta na mesma nitidez…

tenho medo. medo a sério, a sério.

é como… é… se.. hmmm… é como ser envenenado por drogas psicotrópicas. Não temos intenção e de repente – a realidade derrete-se.

assustam-me também as pessoas que optam pela distorção forçada da realidade… não entendo tão elevado nível de desfasamento de forma intencional.

dava tudo para sentir o que é devido. Porque não posso atirar outro telemóvel à parede, nem pegar no computador e parti-lo…

oh boy oh boy oh boy!

the frenzy over the pings and the sounds and the voices and the shadows and the presences…

stop it now. stop it. let me be in my unnatural existence, let me be in my quiet sleep, let me be underwater for hours, let me be just let me be

no more pings, no more knocks, no more “I don’t get it”‘s no more fuck up’s

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