the prodigy that never was

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nunca o medo de morrer se tinha abatido em mim desta forma
é a primeira vez
e é normal, ou seria, não fosse o terror puro de cada arritmia

que me lembra que o coração pode não saber o que faz
enquanto eu, ingénua ao meu próprio interior,
confio nele para viver
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o pânico está em qualquer peça que me possa cair na cabeça
no esquentador que pode rebentar – quem sabe?
numa queda mal amparada
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no coração ferido
(coração de amor e coração de sangue)
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não estava nada preparada para esta revelação
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até ao final deste ano, preciso de me sentir eu outra vez
sem médicos
sem sustos
sem pensar na possibilidade de deixar tudo por fazer
(não de livre vontade)
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enquanto faço resume ao trabalho e outras expressões,
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deixo aqui uma coisa boa

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