troca

trocava o meu vazio
pelo teu nada

trocava as minhas lágrimas
pelo teu silêncio presente

trocava o meu prazer
pela tua náusea

nesta massa disforme do tempo
detestável!

o vermelho sangue é a única cor
neste quadro de cinzentos
– também tem o domínio do sentir

está por dentro e por fora ao mesmo tempo
está em todo o lado, como um deus
danado
maldito meu fado
ora é encarnado, ora é branco, preto, cinzento.

dor que não se sente
vazio que magoa até matar

desconfio…

desconfio…
nada nada, vou deixar-me calar…

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