baú de memórias

encontrei perdidos num disco antigo vários textos que… não sei. Fazem-me corar porque têm a minha voz de menina.
olho para as datas em que isto foi escrito e quase não consigo acreditar que já passou tanto tempo… 
mas acredito – porque me recordam dos locais onde estive e do que fiz por essas alturas. É fascinante. E partilho somente por não ter a mesma voz do que o eu de agora…

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o vento e a chuva atiram-me para guinadas que podem ser acidentes – estou absolutamente encharcada dos joelhos para baixo. Tiro a tralha toda que trago em cima de mim, atiro a porcaria do sobretudo para o sítio mais improvável, torço bem o tecido das calças até conseguir fazer pingar o máximo de água possível, ponho a minha cara de amuada e começo o dia…

(2004)

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mas nem só as crianças querem pôr o medo a fugir. Não quero jogar mais o toca-e-foge…
(2005)

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se calhar foi isso que aconteceu – fartei-me de ser feliz. Fiquei cansada por tudo correr tão bem e decidi experimentar emoções…
(2006)

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Quero ser egocêntrica e receber palavras bonitas.
(2005)



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