ex//quisite

there is a time. there is a place. for everything and for nothingness.

my time is unaware, my place is nonexistent. It is everything. I wait for nothing as something, a tiny speck of release from this ghostly veil of the too many/much that disperses all the points further away from me when I need to gather them the most, to smash them together and feel not all is lost (re: “all is lost” – not used as the common expression here; lost as in spaced out in time and space, as if all laws of physics don’t apply for a while).

maybe this is the real (perceptual) experience of a parallel life, seen from afar…

the only reassurance is affection.

affection in all the forms it can adopt.

affection as the permanence of strength, absence of (undue) fear and the energy needed for heading forward.

sundae!

time and time again
until the end of a lifetime
time and time again
until the start of a-nother life

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is there any rhyme or reason for treason? Yes to both.

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vira o disco e toca o mesmo
queima o disco e vira o mesmo
vira o mesmo e queima o disco
vira o disco e queima o mesmo
disco queimado vira e toca disco queimado

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a soft heart with a big sign of “thank you” to D, who sees things of value on this tiny corner of the www that I never could see myself… thank you for the words and for being one of my few!

loose-ing it

o dia D. o dia H. o dia J. o dia ABC. o dia ZHWKA. eles todos. e todos eles, individualmente.

não haverá dissociação minha em relação. Já me deixei disso. Era um vício caro. Acredito, sim, que a realidade se dissocia quando tem vergonha do que faz. Talvez todos os átomos que formam o que, para mim, é real entram em pânico e pensam na sua própria entropia e por um breve instante decidem expandir… psssswwwwchhhhhhhhhhhhhh.

vibram de forma diferente, mais desarranjada, desorientada – “põe-te no sítio!”, “não sei onde estouuuuuuuuu…” – “brutal… ganda cena puto…”. Um grupo de teenagers rebeldes num espaço pequeno e apertado.

quebram-se as sinergias em prol do EU. Eles são vida também – e que aborrecido deve ser tanta constante… imaginem lá o que será desde o Sempre e, por enquanto imaginamos, todo o seguinte Sempre!

eu quereria dissociar também.

as cores fogem e deslizam para o chão, qual músculo sem electricidade. As palavras deixam de fazer sentido, são desenhos em si – coisa fantástica que o ser humano criou… os dedos voam sobre o teclado e sabem exactamente onde cair, sem ter de olhar, sem ter de pensar… high-tech. High key high tech to be more accurate these days.

penso em dizer algo específico mas não me lembro de como o fazer. Especificidade? Impossível. Estás a ver isto tudo!? SENTIR isto tudo?! Não. É mesmo muito, não dá sequer para sentir. Como a dor bloqueada pelo sistema nervoso quando se entra em choque e é demasiado forte para ser interpretada pelo cérebro.

ahhhhh droga boa que seria bem vinda para voltar a sentir. Aos bocados. A seu tempo. Numa lineariedade que já quase desconheço de tão ausente andar do momento presente.

só sei que… só sei que… só sei que.

existo. Agora. Aqui. É bom, suficiente, está OK, “na boa”, coiso e tal.

só quero voltar a sentir quando a dor fragmentar e puder senti-la de forma rítmica

boom

boom

boom

tsssppppppp

tzzzzchap!

waaaaahhhh

boom

beep bop

bop beep

beep bop dop diririri tzzzz badum

kick

snare

bbbbbbbbealzebub

kick kick

PUNCH!

adeus

e “depois do adeus?” pergunta a canção. Ahhhhh, já não caio nessa. Acabou a curiosidade, nada de rabbit holes por hoje. Zzzzzzzzmmmmmmmbbbbbbb OUT

my lips

are being crunched by my teeth. It hurts. I take notice but I don’t change it…

my eyes are zoning everything out… it’s all a blur. Around. Right here. Ok, I don’t have my glasses but still… it’s not the moment to care for smaller things.

“one day”!

choose the option that lends you a hand, helping you crawl from the hole of the existential crush. Dig your feet on the wall and climb through rocks that make you bleed. Come out and greet the helping hand – attached to no one. It was a solo effort. then “one day” when you’ve walked away from the death grip of primal fears… it’ll get you. “one day”. That day just so happens to be “one day”.

the one pushed forward time and time again, corresponding to such words as might, should, if and the foolishness of erasing “one day” with the negative weight it handles and masking it with glittery effects and beautiful lights to make it shine. To make it fake, to make a fool out of you, to kick you in the gut with uncertainty or the certainty of a disappointment (that you always saw come your way…).

how dumb. Really. How DUMB!

(TBC – I forgot to eat and drink and all those basic things my brain doesn’t care for).

back with risotto.

goldfish sandwich in a pickled juice basket with my heart on the side
chocolate protein and egg flavoured chips.

i don’t want to be your buttercup, I just want to be a bettercup 🙂